🌱 Em busca de soluções – 2
Controle biológico das pragas: uma grande solução!
Espaço reservado para imagem
Substitua este bloco pela imagem desejada no editor do Blogspot
<img src="URL_DA_IMAGEM" alt="Controle biológico" style="max-width:100%; border-radius:24px;">
O uso de agrotóxicos para combater as “pragas” agride o homem (provocando intoxicação, quando mal utilizados) e o restante do ambiente (água, ar, solo, outros seres vivos), além de custar muito dinheiro! Surgiu então a ideia de combater as “pragas” utilizando-se os próprios seres vivos.
🌿 Hoje é possível o agricultor adquirir um vírus especial (chamado baculovírus anticársia) que, introduzido na plantação, mata as lagartas que comem as folhas da soja.
🐝 Outra grande descoberta foi uma vespinha chamada Trissolcus basalis. Nome complicado, não é mesmo? Mas veja só o que esta vespinha faz. Embora tenha apenas cerca de 1mm, encontrou uma maneira "esperta" de perpetuar sua descendência. Ela deposita seus ovos (cerca de 250) no interior dos ovos de algumas espécies de percevejo.
Os percevejos (três espécies são as principais) são considerados pragas na plantação porque atacam a vagem da soja quando os grãos ainda estão em desenvolvimento, bem como os próprios grãos, comprometendo sua qualidade e o rendimento da lavoura.
Ao ser fecundada, a fêmea da vespinha sai imediatamente à procura de ovos de percevejo para depositar neles os seus. Quando encontra a massa de ovos, ela inicia a postura e, em seguida, passa seu abdome sobre eles, liberando uma substância que indica, para ela e para outras fêmeas, que aqueles ovos já estão "parasitados". Nessa massa, sempre sobrarão alguns ovos intactos, uma garantia para as vespinhas de que no futuro haverá mais ovos de percevejo para serem "parasitados".
🐞 Bicho contra bicho: O combate biológico reside exatamente nisso: não havendo ovos de percevejo, não haverá percevejos adultos (a praga). Por isso mesmo, essas vespinhas estão sendo criadas em laboratório para que possam ser colocadas nas plantações de soja e continuem a "parasitar" os ovos dos percevejos.
📦 O método mais eficiente é distribuir cartelas pelas bordas da lavoura, contendo ovos de percevejos parasitados pelos ovos da vespinha. Cada ovo parasitado significa um percevejo a menos e uma vespinha a mais. A liberação das vespinhas é feita logo após o florescimento da soja, quando os percevejos estão iniciando a época de postura. Cada cartelinha dessas deve gerar entre 1500 e 1700 vespinhas. E a recomendação da Embrapa é respeitar a proporção de 5 mil vespinhas para cada hectare plantado.
💬 Conversando
1. Na sua opinião, o que poderá ocorrer se houver a proliferação das vespinhas nas plantações de soja?
2. Quais são as vantagens desse método de combate aos percevejos que atacam as plantações de soja?
3. Por que algumas espécies de percevejo e lagartas são consideradas "pragas" para a agricultura?
4. Você já estudou as cadeias alimentares. O que o surgimento das "pragas" tem a ver com as cadeias alimentares?
🧠 PARA PENSAR
As pragas que atacam a soja podem ser combatidas de duas formas: usando-se agrotóxicos ou pelo controle biológico. Quais as vantagens, para o homem e o ambiente, em se utilizar o controle biológico?
🔍 Que tal consultar a Internet sobre o assunto?
🌐 EMBRAPA: http://www.embrapa.br — Pesquise sobre controle biológico e sustentabilidade na agricultura.
💡 “Bicho contra bicho” — uma solução que respeita a vida.
0 Comentários