Saladas Poderosas
Brasil Jornais
- Marli Gama Licurgo — nutricionista especialista em emagrecimento
- Edvaldo Gomes da Silva — nutricionista especialista em Saúde da Família, Nutrição e Esporte e Segurança
- Luciana Borin de Oliveira — nutricionista coordenadora do curso de Nutrição da Unicid
As saladas fazem um bem danado para o organismo. A informação não é novidade nenhuma, afinal, nutricionistas não se cansam de repetir aos quatro ventos os benefícios de se incluir folhas, legumes, frutas, grãos e sementes na alimentação. Contudo, pouca gente tem realmente ideia do quanto as saladas colaboram para a saúde, para o bem-estar e para o bom funcionamento do organismo.
O emagrecimento é, sem dúvida, o benefício mais conhecido. "Consumir saladas é uma estratégia muito boa para quem quer perder peso. O recomendado é iniciar as refeições com um prato generoso de verduras, uma colher de sopa de legume de cor alaranjada, uns pedaços de nozes e, para temperar, caldo de limão com um pouco de sal moído e azeite extravirgem. Pode usar também alguns temperos naturais e sementes para melhorar ainda mais o sabor!", explica a nutricionista Marli Gama Licurgo, especialista em emagrecimento.
De acordo com ela, essa estratégia faz com que o hormônio chamado grelina, que atua no estômago sinalizando para o hipotálamo a hora de ingerir alimentos, pare de mandar informações indicando estômago vazio. "Desse modo, a pessoa passa a comer apenas por necessidade, não mais por fome", justifica a nutricionista.
Mas os benefícios do consumo de saladas não param por aí. Você sabia que elas também podem ajudar a aumentar a sensação de bem-estar e, assim, combater a depressão? "O consumo de saladas, principalmente as coloridas, é imensamente gratificante para o organismo. A informação não é novidade nenhuma, afinal, nutricionistas não se cansam de repetir aos quatro ventos os benefícios de se incluir folhas, legumes, frutas, grãos e sementes na alimentação."
O nutricionista Edvaldo Gomes da Silva, especialista em Saúde da Família, Nutrição e Esporte e Segurança, afirma que existem muitos estudos que comprovam os benefícios da salada relacionados ao bem-estar. "O aminoácido triptofano, fundamental na formação da serotonina, reduz o estresse, regula o apetite, o sono e o humor, além de combater a enxaqueca e a TPM", enumera.
Outro benefício advindo do consumo de saladas é o controle do diabetes. Isso porque quando a salada é consumida junto com alimentos de alto índice glicêmico, ajuda no controle da insulina, tornando a absorção da glicose mais lenta.
Além disso, a salada é um conjunto de alimentos ricos em antioxidantes. "A oxidação dos nossos tecidos provoca vários tipos de doenças, como aneurisma, AVC, aterosclerose, problemas cardíacos, câncer de vários tipos e degeneração celular. Isso significa que o consumo de saladas ajuda a prevenir todas essas doenças listadas e muitas outras", enumera Marli.
Edvaldo Gomes da Silva complementa: "As saladas têm baixo valor calórico, são ricas em minerais e vitaminas, têm alto teor de água, melhoram a digestão, estimulam a presença de microrganismos do bem no intestino, desintoxicam o organismo, diminuem o colesterol ruim (LDL), reduzem a fome e são mais práticas de preparar".
Já ouviu aquele ditado que diz que qualquer coisa em excesso faz mal? Pois bem, ele vale também para o consumo de saladas. Apesar de oferecer muitos benefícios à saúde, não dá pra estabelecer uma alimentação pautada no consumo exclusivo de saladas, pois isso certamente trará algumas deficiências ao organismo. "A salada não pode ser ingerida em excesso, pois até mesmo água em excesso faz mal", alerta a nutricionista Marli Gama Licurgo.
O segredo é incluí-la antes das principais refeições e de forma balanceada. "As folhas podem ser consumidas à vontade. Já os legumes, por terem maior quantidade de carboidratos, devem ser consumidos com cautela, normalmente uma colher de sopa se for junto com a refeição", determina.
A nutricionista recomenda ainda acrescentar nas saladas uma colher de sopa de sementes, de preferência sem moer, para ter melhor aproveitamento do ômega-3, além de algum alimento oleaginoso, como nozes ou castanha, por exemplo. "Assim a salada vai ficar ainda mais completa em benefícios", indica.
Os benefícios do consumo de saladas são muitos. Mas você sabia que este prato pode trazer benefícios específicos e importantes para cada fase da vida? A nutricionista Marli Gama Licurgo listou quais são eles! Confira:
Na infância e adolescência, o consumo de saladas ajuda no fortalecimento da imunidade e garante um crescimento saudável. "Nesta fase, manter hábitos alimentares que incluam frutas e vegetais é de suma importância para a saúde, evitando assim a obesidade e com ela as doenças crônicas não transmissíveis. Vale lembrar que o consumo de saladas auxilia também na memória", explica a nutricionista Marli.
"Na fase adulta, nosso metabolismo vai se tornando cada vez mais lento, diminuindo a absorção e a queima de calorias. Assim, a alimentação balanceada, com poucas calorias, porém rica em nutrientes, como é o caso das saladas, se torna fundamental para o fortalecimento de todos os tecidos, incluindo pele, órgãos e ossos", explica a nutricionista Marli Gama Licurgo.
Se o consumo de saladas é recomendado na infância, adolescência e na vida adulta, não seria diferente na terceira idade, certo? Aliás, nesta fase este é um hábito alimentar superimportante. Isso porque é na velhice que o corpo tem mais necessidade de vitaminas e minerais. "Nesta fase da vida, o organismo está cansado e com várias deficiências. O cuidado com a alimentação é superimportante para evitar doenças como anemia, diabetes e Alzheimer, problemas cardíacos, AVC e câncer. Consumir saladas é um hábito saudável e mais do que indicado nesta fase, pois melhora a vitalidade, a memória e a saúde dos ossos", pontua Marli.
A alimentação correta e balanceada é uma das principais preocupações das futuras mamães durante a gravidez. Isso porque tudo o que se come — ou se deixa de comer — impacta diretamente no crescimento, desenvolvimento e saúde do bebê. Ao contrário do que muita gente acredita, apostar nas saladas é, sim, uma boa alternativa.
"As saladas são importantes fontes de fibras. Devem sempre estar presentes nas dietas para o bom funcionamento do intestino, em todas as faixas etárias e todos os momentos da vida. No caso das gestantes, essa recomendação é ainda mais acentuada, uma vez que muitas delas se queixam de intestino preso", explica a nutricionista Luciana Borin de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Unicid.
Neste período, a nutricionista recomenda a inclusão de proteínas magras entre os ingredientes que compõem a salada, como frango desfiado e peito de peru, por exemplo. Contudo, ela alerta que o acompanhamento de um profissional é essencial para determinar quais ingredientes devem compor a dieta. "O consumo ideal é diretamente ligado ao indivíduo. Uma prescrição correta é feita ao se analisar a pessoa, seus hábitos, atividades e suas preferências. Por exemplo, sabe-se que o peito de frango e peito de peru são fontes de proteínas magras muito boas, mas nada adianta receitá-los para uma pessoa que não gosta deste tipo de alimento. Por isso a análise dos costumes é muito importante", reforça.
Luciana esclarece ainda a informação de que comer salada fora de casa é perigoso para gestantes. De acordo com ela, o consumo de saladas deve ser mantido nesse período da vida, mas é preciso prestar atenção redobrada à higiene dos restaurantes. "Ao se alimentar fora de casa, temos que observar os costumes do local que escolhemos, como a limpeza do salão, dos banheiros, dos balcões e dos pratos, talheres e copos. Tudo isso pode indicar o cuidado que se tem com o local e indicar se devemos ou não confiar no trato com os alimentos", ressalta.
De acordo com a nutricionista Marli Gama Licurgo, o melhor horário para se consumir um prato de salada é antes das principais refeições. "A salada deve ter verduras e um pouco de legume. Quanto mais colorida, melhor. Se temperada com limão, ajuda na absorção do ferro das folhas. Incluir azeite extravirgem também é recomendado, visto que é rico em ômega-6", ensina a nutricionista.
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